Poema | A lua, o Sol e o Muro

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O conhecimento leva nosso cérebro a bonança, como as asas do ganso. Podemos ver o quanto é lindo o outro lado, o quanto é belo; a plena harmonia das coisas, o mal e o bem de mãos dadas. Assim como quando o noite avista o dia, todo seu poder, amedrontasse. Martilho. E Depois se apodera de seu calor e ama-o como a si, um novo mundo, um novo ser, um ideal ou uma porta e, no inferno, sabe que nunca poderá atravessar a porta para o paraíso. Você se acalma com a cabeça no travesseiro, e molhando-o de lagrimas, observa a lua chorando por saber que tarde ira apagar-se. Em um ato de completa e insana barbárie, louca, voando em odisseia ao Sol. Mas Duvida da luz, e titubeia. Assim para sempre. Embora os astros confabulem a seu favor, a gravidade mostre-lhe o caminho e, assim, todos seus átomos arrepiando-se na adrenalina imediatamente anterior a partida, ela sabe, mais que ninguém, que nunca conseguira dar o primeiro passo.

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