Resenha| Inferno – Dan Brown

 

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Acordando com amnésia em Florença, Itália, Langdon passa o tempo todo fugindo de assassinos ao lado da misteriosa e inteligentíssima dra. Sienna Brooks. Como consequência de sua amnésia, Langdon tem pesadelos com rios de sangue, pessoas mortas e uma mulher de cabelos prateados que lhe diz uma frase enigmática: “busca e encontraras”. A sua única pista para desvendar o mistério sobre como foi parar na Itália, quem está o perseguindo e o porquê de sonhos tão incomuns é um pequeno projetor que mostra a tela de Botticelli Mappa dell’Inferno, que logo Langdon percebe ter sido adulterado. Enquanto isso, uma agência secreta a bordo do navio Mendacium, especializada em ajudar seus clientes a realizar propósitos escusos, está prestes a revelar para o mundo os segredos obscuros de um cliente paranoico que colocou toda a humanidade em perigo e se suicidou.


 

Quando li o primeiro livro de Dan Brown, “Anjos e Demonios”, lá por volta de 2005, admito que nunca senti nada igual por um livro até então. Não me refiro a beleza poética pelas palavras e identidade gramatical, nem a uma expressão artística impregnada de idealismo, mas a sua capacidade de mexer com nossa ociosidade. Logo depois quando descobri o “O Código Da Vinci”, isso só se intensificou.

As suas historias nos balançam de uma forma que se torna quase impossível ler todo o livro sem pesquisar, cheios de referencias externas e teorias, uma mescla de real e ficcional, a todo momento você busca mais. Também, por conta desta mistura  insana aliado aos pequenos capítulos que trazem perguntas e sucedem outros, também pequenos, que traz respostas e mais perguntas, as tramas que te prendem a leitura de uma só vez, muitas vezes acabamos o livro em uma sentada.

Dan Brown constrói um alicerce, causa uma tenacidade pelo saber, pela busca da informação. Com isso acaba amaldiçoando a si próprio através de seus leitores. Pois não vemos esta evolução que tanto ele aborda, investe e desenvolve em seus livros , aplicadas em seus livros. “Inferno” é mais do mesmo Dan Brown, porem mais divertido e mais conciso.

Não vou tentar discutir aqui, objetivamente, critérios da alta literatura e nem aplicar padrões ao livro, ou a probabilidade de ficar horas escrevendo e dizendo o quanto o livro é ruim e, no final, descobri que nada importa porque o meu gosto pessoal desconfigura todo o raciocínio critico. Gostei do livro como entretenimento e tomando isso fiz a resenha. A verdade é que se trata de bom livro que entretém sem preocupação e funciona literariamente isolado, e serve de introdução a uma literatura mais aguçada. Se você esta interessado em despender seu tempo em algo que se pareça com isso, “Inferno” é uma boa pedida.

Após passar pelos Illuminati, pela opus dei, pela maçonaria, pela igreja católica e por Leonardo da Vinci, Dan Brown trás o inferno. Sempre com a mesma forma e com a mesma aparência, conspirações, mistérios, etc, admito que me cansei durante a leitura, mas tentei lê-lo independentemente dos outros, tentando isola-los de minha cabeça e o livro funcionou; Me divertiu e acabou.

 

 

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