Música é Poesia #3

Strange Days – The Doors

Strange Days (tradução)

Os dias estranhos nos encontraram

Os dias estranhos nos perseguiram

Eles vão destruir

Nossas raras alegrias

Nós temos que seguir em frente

Ou encontrar uma novo abrigo

 

Olhos estranhos ocupam salas estranhas

Vozes anunciarão o seu cansado fim

A anfitriã está sorrindo

Seus hóspedes dormem em pecado

Me ouça falar sobre o pecado

E você saberá que é mesmo assim

 

Os dias estranhos nos encontraram

E por suas horas estranhas

Ficamos sozinhos à espera

Corpos se confundem

Memórias são mal usadas

Enquando trocamos o dia

Pela estranha noite de pedra

 

(traduzido Por Thales Brust buzetto)

Em Strange Days, ainda estava lá, intacta, eternizada para toda a posteridade, a filosofia dramática e profunda, repleta de signos da decadência social, do caos, dos limites sensoriais e da loucura que impregnava o bom trabalho dos Doors no auge de sua carreira.

Uma brilhante e tribal incursão pela Terra daqueles dias insanos, povoada pelas letras densas de Morrison que encontraram ressonância tanto nas leituras dos jovens americanos perplexos com a guerra fria, com o Vietnam e o rock como instrumento político no Tio Sam, quanto nos olhares furtivos e ocultados dos latino-americanos esmagados pela máquina opressora da ditadura militar por aqui – sim, o tema, figurando um teclado “espacial” pilotado por Manzarek que realmente sugeria uma ida a outro mundo, como nos velhos filmes hollywoodianos de alienígenas comunistas querendo comer criancinhas, era irônico, e era perfeito como uma metáfora do nosso globo, girando em 180 graus de êxtase e perdição, naquela época de grandes mudanças e incertezas.

 

 

Fonte: Resenha – Strange Days – Doors http://whiplash.net/materias/cds/003265-doors.html#ixzz3scDW3sSN

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