Bárbaro – O Pistoleiro da nova Era – Capítulo I

Bárbaro, O (2)

I

O Bárbaro inspirava a cidade, sua fama estava em todos os lugares. Ninguém conhecia o Douglas Tufano de Bacabau. Os pistoleiros eram distintos e carregavam sua renome nos coldres. Seu verdadeiro nome era familiar a poucos, e os poucos que uma vez o ouvira estão mortos. Apenas suas façanhas mantinham-se escorregadias nos becos da historia. Nem mesmo ele ousou conhecer-se a si mesmo.

O mundo passou por apuros desde a primeira aparição de um ser humano. Sempre alguma coisa acaba saindo ferida. Mas eles não fazem por mal, aliás, seus desejos são sagrados. Em algum momento desta historia surgiu uma laia temida por qualquer um que corresse da morte e não havia porta que não se fechasse á sua chegada.

As brigas não se importam com pedaços de madeira.

O Bar, que não tinha porta, só uma passagem, era a entrada para aqueles de casacos de couro escuro e bota barulhenta. Tomavam do mais caro, sempre a espera de algum metido tira-lo do sério para mostrar-lhe a que veio. Não demorava e subiam as escadas que se encurvavam por cima do balcão e dava num puteiro. As putas se engraçavam, com dentes quebrados e marcas de cigarro, em busca de alguma moeda de ouro. Não importando o tamanho do instrumento do pistoleiro, no outro dia tratava de sair mancando do quarto.

Para as outras verem. Gabar-se-ia por semanas, saísse com vida, assim o pistoleiro quisesse ou não.

Seu trabalho poderia estar ali mesmo ou a cidade ficara em sua passagem, apenas. O de certo era a execução.


Marco G Plymouth

Anúncios