Tédio

Tédio

Quando o dia esta tão negro quanto a mais nebulosa das noites
O gelo que exala do sol rebate em nossa pele
E a visão do inferno se materializa em mente
Não, flutuamos sobe um mundo de possibilidades
A maioria delas dá no mar
Lugar lindo para se salvar
Ao olhar sobe a putrefação, percebemos, a aberração
Pulmão cheio d’agua, ossos estalando pela pressão
O mínimo de luz que chega torna claro o corpo tedioso.
As lembranças passam atrás dos olhos
E sentimos o gosto amargo
Cada uma delas, separadamente, em nossa boca
Ao longo do curso derrama-se o sangue
A alma não tem mais combustível e a fé não se sustenta
O banco é seu melhor amigo e a morte lhe aguarda
Mente de pó… Corpo de barro…
Pó de existência

— LS Marcos


Anúncios

2 comentários sobre “Tédio

Os comentários estão desativados.