Conto – A mosca – Capítulo I

Uma Intertextualidade como reedição do Livro “As Moscas”,  Neo-Mosca. A seguir o primeiro capítulo.

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Agora seus olhos estão abertos, Alexander sente-se desconfortável. Desliga o radio que madrugou ativo. À noite por si foi perturbadora, um tipo de sonho estranho. Uma projeção da própria consciência, como uma experiência extracorpórea. Um universo colateral. Uma espécie de dança cósmica da morte. Acordou e correu para ligar a luz, ainda investigou o quarto antes de se acalmar percebendo que somente tivera um pesadelo.

Seu coração começou a desacelerar uniformemente à medida que percorria o corredor penumbro da casa a caminho do banheiro. Não acreditara que poderia suar tanto numa única noite, mas tinha ciência de que caso não tomasse banho o cheiro não iria ficar muito agradável. Deixou sua camisa ensopada encima da pia e voltou para o quarto em busca de uma toalha seca.

Com o celular percebeu que já estava atrasado. Jogou o celular na cama e trocou a roupa rapidamente, colocou perfume suficiente para uma semana e correu pra rua.

O tempo passa e o relógio marca pouco mais das 13 horas quando ele retorna para casa. Ainda no passeio estranha a janela da sala entreaberta, mas segui o pequeno caminho de pedra até a porta. Assim que seu pé toca o piso seu corpo arrepia da cabeça aos pés, suas pupilas dilatam, aquele medo o faz simplesmente não reage aquilo que vê, é puramente horrendo. Ele pôde sentir o caos inerente as suas veias, o caminho para o inferno personificado na face mais indiferente que já viu.

— Diga-me qual seu maior desejo? — A coisa perguntou-lhe, colocando um cigarro na boca melada.


 ——  Marcos G Plymouth

Leia o Capítulo II de V

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